Na ciranda da vida, espaços se abrem, pessoas ficam e outras se vão. É um movimento contínuo de perdas e perdas, “dentro do ser” outras mil perdas mais. Alguns espaços se abrem mais do que outros. Alguns, não muitos, até se fecham ou são preenchidos por amores que nos atacam quando menos esperávamos por eles. Outros, contudo, nunca se fecham. Por mais que o ignoremos, eles ficam lá, esperando uma distração para mostrar que ainda existem: buracos fundamentais; lacunas básicas, daqueles que originaram nossas vidas e, pelo destino de seres orgânicos e efêmeros, agora não são , não estão ... Na ciranda da vida, dançamos todos a mesma canção: tristezas, amores, festas, mortes, perdas e renascimentos. Queria, por um momento, que este girar interminável parasse: uma fotografia eterna no tempo infindável. Um momento em que, de mãos dadas, todos, estivéssemos presentes: pai, irmãos, avós, avôs, amores, filhos e netos... Todos, de mãos dadas, preenchendo todas as lacunas que o tempo, b...