O espelho do reflexo invertido: e por fim, Theos saiu do armário! E não foi o fim do mundo...
E assim fez-se Theos! Aclamado em momentos felizes de desesperos alheios. Veja bem, felizes aos seus ouvidos malditos pela razão seicentista. Theos é grande em grandes desastres, é herói em cruzes sangrentas, é sangue em turbantes solares... Theos foi altares de flores, túmulo de gozos. Theos foi fruto, flor e folha. Theos é riqueza e luxúria. Theos na rua, no pé do moleque em campo esverdeado ou de areia - esperança de um Theos maior e mais mundano. Hoje Theos em sua multidão de seres, já não é! Hoje Theos não é, ele vive em questionamentos interiores de outros, sem vida própria. Sua voz substituída por intérpretes mudos e sua obra des-obrada por recriadores menores. Theos não existe em si. Sua auto-análise não conclui em nada, pois não há nada a ser analisado. Sua vida é inexistente e imaterial! Seu sangue foi drenado por crentes descrentes... E assim, sem sangue e carne, sua vida evaporava... Só em alguns escassos momentos, quando algum...