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Mostrando postagens de abril, 2024

Fim

Sinto um peso no peito, e esse peso molha meus olhos, lava meu rosto, contorce meu ser. Dor Pensar em você, hoje, aumenta o espaço entre meus braços, aumenta a cama, antes tão estreita. Hoje, estranhamento do frio no travesseiro, o seu... Também molhado... De onde vem esse rio, silencioso, tromba d'água que surgiu da ausência. (... Você devia estar aqui, entre os parênteses dos meus braços ...) Você era, nós existíamos... Fantasmas do que fomos. Hoje, só hoje, queria começar do branco completo do esquecimento.  Assim a dor não seria tão grande.

Nós, apenas lacunas e falhas.

Qual o resultado da geração saúde, filha da guerra de egos, neta das grandes guerras? Nossa juventude pseudo intelectual, falhas lacunadas e lacunas falhadas. Nossa juventude não tem mais por que lutar, não tem mais ideais, não tem mais sonhos.  Nossa realidade se mistura com o ideal burguês vendido na concessionária mais próxima; quando não, nós, os jovens, vivemos de lembranças de um passado que não é nosso, vivemos de experiências alheias, órfãos de uma ditadura contra a qual ainda lutamos.  Ídolos mortos, verdades perdidas, mentiras redescobertas...