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Entre o caos

 Entre o caos do meu mundo Acolhe-me, Mnemosine, Leva-me à revivência da pele... Ao arrepio do toque... Leves lábios  Que calam, mas no contato do corpo Revelaram desejos Destruíram muros Escancararam medos... Mãos e laços outros, ferramentas de minha vulnerabilidade, à tona, sem máscaras. E ainda assim... Dores evitáveis vividas. Mnemosine... 

Nesse espaço ínfimo do nada

 Nesse espaço ínfimo do nada, criei um universo com o mínimo que me deu.  Ali, montei um futuro com recortes do passado, de quando apenas eu sabia de você e eu não era nada além do nada, lacuna falhada inexiste, para você.  Nesse universo, misturei momentos de prazer, palavras de carinho (destinadas a outras, talvez) e espaços nos quais tracei pinturas de nós. Habitava, ali, em meus devaneios de plenitude que sei, racionalmente sei, depende apenas de mim. "Hum" presentifica o não dito... Ditinho roseano, porventura, agora, com óculos de vida, você pudesse me ajudar a ver o que meu fabuloso olhar me cega... Nessa fábula da esperança, criei um amor maior que esse mundo, mas menor que eu. Ao fim que mimetiza o começo, salve!