Nesse espaço ínfimo do nada, criei um universo com o mínimo que me deu. Ali, montei um futuro com recortes do passado, de quando apenas eu sabia de você e eu não era nada além do nada, lacuna falhada inexiste, para você. Nesse universo, misturei momentos de prazer, palavras de carinho (destinadas a outras, talvez) e espaços nos quais tracei pinturas de nós. Habitava, ali, em meus devaneios de plenitude que sei, racionalmente sei, depende apenas de mim. "Hum" presentifica o não dito... Ditinho roseano, porventura, agora, com óculos de vida, você pudesse me ajudar a ver o que meu fabuloso olhar me cega... Nessa fábula da esperança, criei um amor maior que esse mundo, mas menor que eu. Ao fim que mimetiza o começo, salve!