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Mostrando postagens de setembro, 2024

Pelo jardim

No fundo, Com paciência e perseverança, Há poesia no caos:

in contraditio

 Na fila do mercado,  minha alma revolucionária se esvai,  entre uma coca zero  e o burguês rapaz...

In somnia

 São três da manhã  E meu cérebro resolve despertar com pensamentos de Solidão e abandono. Enquanto isso, noite adentro, Pássaros cantam suas melodias de amor, Duas estrelas rompem as luzes da cidade E me fazem agora companhia Nesse recanto longínquo e perdido  no meio do caos  urbanoide e desenfreada.

Roubando palavras

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Insônia

 Começou tão de repente... E repentinamente se desfez. Laços frágeis,  forjados no ar de mentiras e seduções vazias Desfeitos aos ventos de seus desejos. Como pequenos fios de navalha  que cortam a carne Desatenta e iludida. Deslaçar-se trouxe marcas... Mais algumas Num mapa de dores que formam meu ser. Novos suaves caminhos... Irrisórios, perto de estradas anteriores, E ainda assim... Recentes dores. Enfim...  De frágeis começos, fins visíveis  de tormentos evitáveis. Tola quem não viu, No afã de sentir, A inviabilidade do outro de se entregar.