Eu te odeio, com todos os nervos existentes em meu corpo, eu te odeio. Por todas as mentiras contadas, Por todos os anos perdidos, Pelas mágoas acumuladas, eu te odeio. Por aumentar minhas inseguranças, Por destruir quem eu era, Por me afastar de quem eu amava e do que eu amava, eu te odeio. Pelo abandono, Pela deslealdade, Pela traição, eu te odeio. Por toda dor que sinto - como socos contínuos no estômago- quando, por distração, lembro o fim, o engano e os engodos, eu te odeio. Por me pôr em risco, Por me fazer de idiota, Por acabar com minha autoestima, eu te odeio. Pelo seu gênero - desculpa frágil e falha para sua canalhice -, eu te odeio. Pela manipulação barata, eu te odeio. Pela desculpa esfarrapada, Eu te odeio. Por todos os sorrisos que não são comigo, Por todos os planos desfeitos, Por todos os sonhos perdidos, eu te odeio. Por me fazer desejar que cinco cavalos atados a cada membro do seu corpo debandem, selvagens, a esmo, em sangue marcando o chão por onde passam, por ISSO...