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Mostrando postagens de junho, 2010

A última vez.

A última vez que te vi, no café, anos atrás, com cigarros e um ideal partido... Eram anos de liberdade; Eram anos de igualdade; Eram anos de rebeldia. A última vez que te vi, Ali, sentado entre rebeldes domados, cabisbaixo com o sabor das desilusões, com cigarros e olhos lacrimejantes... Eram tempos de liberdade; eram tempos de igualdade; eram anos de sonhos jovens. Mas tua subversão não coube na conhecida canção de burgos palácios. Calada tua voz em rubro peito! Quebrada tua língua por capitais desejos! Eram anos de liberdade, Velada! Eram anos de igualdade, Roubada! Eram anos de sonhos mortos, De jovens de rubros peitos... A última vez que te vi, ainda falavas de Ernesto... Entre rebeldes farrapos, Entre suspiros contidos. A última vez que te vi, no café, ali! Cabisbaixo... Ainda falavas de Ernesto. Em teu peito perfurado por metálico coração, calaram-se tua rebeldia e minha paixão. Foi ali! Por Ernesto... Rubro teu peito, espelhos teus olhos sem luz. "Vem! Traze teus...