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Mostrando postagens de outubro, 2024

Reforço

 Em dias assim, datas de fim, seu silêncio reforça a ausência, realça o término e a solidão. Embora suas palavras fossem de presença apesar de tudo, a realidade é de falta. Obrigada por esclarecer aquilo que deveria ter sido evidente desde o início: você nunca esteve, nunca foi, nunca quis...

Melancolia

 Eu sou de tudo E tudo me transforma. Sou da rua, da noite, da vida... Bebo na melancolia da festa A beleza dos solitários. São Paulo, lar hostil, Que me envolve, me impele Epiderme de samba, rock roll e fuligem Na melancolia da vida do "corre", Procuro na loucura dos dias O remédio da falta O preenchimento dos Es p a ços  Que me tornaram viva a carne da dor. Perdi-me ao te perder e, perdendo-me, vou me encontrando em qualquer lugar Na flor que rompeu o asfalto Na rosa exagerada aos seus pés  No choro que de madrugada Após a noite tempestuosa Ainda me acorda. Em    Vãs       Palavras                     De sonhos e dores.

Distraída

Tremores Distraída, busquei na imensidão das redes O motivo de minha solidão  "Amor, amigos, amor" .... Pensei que havia superado Esquecido Amenizado Dor Meu corpo treme Ondas decoram minha pele Desfaço-me em bolhas de ar que da garganta exalam Interjeições  "No more" ... Distraída  Esqueci-me de me manter esquecida de você. "No more, please, no more" ... Na imensidão do meu caos, Cabe a dor do abraço de adeus A ausência da presença amiga Os dedos entrelaçados do dia a dia A ânsia de não mais doer A vontade de vida A necessidade da morte ... Na imensidão do meu caos . . . Só me distrai