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Mostrando postagens de dezembro, 2009

O espelho do reflexo invertido: Theo

(Em eterna construção: cuidado, sua revelação pode ser o apocalipse!)

O espelho do reflexo invertido: Sophia Pseudo de Melo Rubro-Castro

Presa em sua agonia diária, comprada por míseros R$ 1.200,00, sua bunda adormecia sob seu peso morto, inerte, redondo e avermelhado. Seu rosto era reflexo da conturbada consciência. Um peixe, realmente um peixe: se debatia fora das águas de sua inutilidade classicista. Nunca fora tão feliz como quando nadava por mares por demais navegados, em sua pseudo intelectualidade, ignorando as imposições realistas. Presa em sua agonia de meia-calça e saltos quinze, seus cachos caiam pela máscara marmórea de sua tez agora manchada pelas imposições mercadológicas da beleza: seus olhos outrora vívidos apesar de exaustos carregam agora o mórbido roxo mal disfarçado pelo pincel capital, seus lábios vermelhos curvados diante do tédio burguês, sua mente morta, fria, gélida. Apenas os óculos relembram o calor de águas profundas e certas. - Ao assinar aquele pedaço de papel, não sabia que minha alma escorria pela tinta da caneta...

O espelho do reflexo invertido: en arxhei

"(...) Mas o prazer é sempre útil e o poder é um poder absoluto, sem limites, seja sobre uma mosca, é também uma espécie de gozo. O homem é um déspota por natureza: gosta de causar sofrimento. É a isso que você ama acima de tudo" Dostoievski, O jogador, p. 46. - E assim meu mundo acabou: meus personagens morreram de tédio pela escrita tardia dos seus temores mais profundos. Morreram sufocados pela própria baba, excesso de fluido líquido de suas bestialidades, frutos da sublimação do capi(e)talismo... Assim morreram Sophia, por falta do pão-de-cada-dia; Theo, por acreditar que não existia além do outro e Cassandra, afônica, ressecada, sufocada pelo sangue derramado da sua garganta pelas palavras gritadas no silêncio desértico do apocalipse. Assim morreu meu mundo: sem deus, sabedoria, poesia ou esperança...

from F. Nietzsche.

"Eles escreveram letras de sangue no caminho que seguiam, e sua tolice ensinava que a verdade se prova com sangue. Mas o sangue é o pior testemunho da verdade; o sangue envenena até a doutrina mais pura transformando-a em ilusão e ódio do coração. E se alguém atravessa o fogo pela sua doutrina - o que isso prova! maior coisa, em verdade, é que da própria chama venha a própria doutrina" Assim falou Zaratustra.