Isto é um adeus
E como a gente se despede do que não acabou? Há, ainda, um amor imenso em mim, sem lugar.
Eu me desfaço em cada lembrança.
Eu me desconstruo em
cada memória, ainda mais presente em cada ausência: no sofá, ao chegar do
trabalho; na cama, ao deitar derrotada pelo cansaço do dia; na cozinha, ao
discutirmos um Foro...
Dizem que o tempo cura, mas quando a saudade aperta ainda busco
seu cheiro, ainda busco seus olhos, ainda busco seu sorriso, seus braços abertos
pra me receber na hora de dormir.
Você era o futuro, o presente, o apoio... Mas faltou
lealdade, faltou sinceridade.
Você lembra o começo? O reconhecimento da revolução um no
outro? A idealização de um mundo melhor e de uma vida mais justa? Todo começo
devia ser como o nosso: inesperado e belo.
Não me reconheço nessa ausência, mas já há algum tempo não
nos reconhecíamos mesmo presentes, não é? Eu entendo o fim, mas ele me machuca ainda
mais estes dias... Foi de repente, ainda que percebêssemos que não existíamos
mais como deveríamos ser. Faltou vontade? O que faltou? No que faltei?
Agora ficou esse vazio, que me decompõe.
Isso é uma elegia, fruto da saudades de nós, que não existe
mais a não ser nas minhas memórias.
(Hey... voltei a escrever! Acho que você nem viu... Hoje
apareceu uma foto: nossa primeira virada cultural. É a única foto na qual realmente gosto de mim, nela meu sorriso reflete o que sentia ao te ver...)
Te eternizo em cada palavra, assim vou me despedindo de você.
Isto é um adeus.
E o fim do dia a alcançou. Cassandra, sem voz, sem rosto, sem espírito, ressuscitada brevemente, lançou suas últimas palavras ao vento e, no final, se desfez no nada de sua inexistência.
Αφιερώνω τη φιλία μου στην Κασσάνδρα.
ResponderExcluirAtenciosamente, Bebedor de cafés.
Εποδεχομαι την πολυτιμητην φιλιαν...
ResponderExcluirPerdi os acentos aqui no teclado...kkk