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Aos deuses com os lugares comuns das procuras inúteis!!!!!!!!!!!!! Passa dia.... passa!!!!!!

Inutilidade Vital!

- cigarros e política... cigarros, política, baixaria e bebidas. - pois não? - E classic rock! Prometes-me isso que arranco o blazé do dia paulistano de verão - maldito verão - e vou contigo aos bares da noite que nada prometem, nada curam e só devotam o que há de nulo em mim. NULO, NULO e NULO AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! Que tédio de vida... - Nossa! Você está tão poética. Lindo! - A inutilidade da vida humana e a desgraça sempre foram a obra prima dos desocupados 'captalista-intelectualmente' que volvem à poética de vermes. Poética dos vermes! Gostei!Subproduto da falha lacunar: Poética dos vermes, aos vermes e para os vermes. Pseudos, reuni-vos! Aos vermes declararei minha angustia paulistana de verão. - Ok! Eu, hoje, (pragmaticamente) pretendo beber cervejae ouvir música brasileira sem política, sem cigarro e sem nenhum tipo de conceitualização do ego do mundo ou do tempo. Topas? - nunca! Isso é realmente inexistente em meu mundo... - why? - Não há mundo sem polític...

O enterro de Cassandra.

Apenas um caixão, algumas flores e o silêncio. Sua carne exposta, outrora colorida por dores cotidianas, jaz branca e inerte. Sua expressão de dor e angústia continuava alí: marcada nos próprios ossos que estruturavam seu lindo e atormentado rosto. Seus olhos continuavam semicerrados, como se, no último esforço de vida, fizesse força ainda para olhar a desgraça que deixava no mundo ao partir, como se quisesse ir vendo tudo o que largava, só para ter certeza que não deixava nada de bom, nada de puro, nada saudoso, nada que a fizesse ficar, nada... Apenas um mundo de carne, de seres inúteis, de vidas vazias. Falhas, lacunas e carne. Se alguém ali chorava por ela? Não, nenhuma lágrima foi derramada por Cassandra. Nenhuma palavra foi dita.

A última vez.

A última vez que te vi, no café, anos atrás, com cigarros e um ideal partido... Eram anos de liberdade; Eram anos de igualdade; Eram anos de rebeldia. A última vez que te vi, Ali, sentado entre rebeldes domados, cabisbaixo com o sabor das desilusões, com cigarros e olhos lacrimejantes... Eram tempos de liberdade; eram tempos de igualdade; eram anos de sonhos jovens. Mas tua subversão não coube na conhecida canção de burgos palácios. Calada tua voz em rubro peito! Quebrada tua língua por capitais desejos! Eram anos de liberdade, Velada! Eram anos de igualdade, Roubada! Eram anos de sonhos mortos, De jovens de rubros peitos... A última vez que te vi, ainda falavas de Ernesto... Entre rebeldes farrapos, Entre suspiros contidos. A última vez que te vi, no café, ali! Cabisbaixo... Ainda falavas de Ernesto. Em teu peito perfurado por metálico coração, calaram-se tua rebeldia e minha paixão. Foi ali! Por Ernesto... Rubro teu peito, espelhos teus olhos sem luz. "Vem! Traze teus...

O espelho do reflexo invertido: e por fim, Theos saiu do armário! E não foi o fim do mundo...

E assim fez-se Theos!  Aclamado em momentos felizes de desesperos alheios. Veja bem, felizes aos seus ouvidos malditos pela razão seicentista.  Theos é grande em grandes desastres, é herói em cruzes sangrentas, é sangue em turbantes solares... Theos foi altares de flores, túmulo de gozos. Theos foi fruto, flor e folha. Theos é riqueza e luxúria.  Theos na rua, no pé do moleque em campo esverdeado ou de areia - esperança de um Theos maior e mais mundano.   Hoje Theos em sua multidão de seres, já não é! Hoje Theos não é, ele vive em questionamentos interiores de outros, sem vida própria. Sua voz substituída por intérpretes mudos e sua obra des-obrada por recriadores menores.   Theos não existe em si. Sua auto-análise não conclui em nada, pois não há nada a ser analisado. Sua vida é inexistente e imaterial! Seu sangue foi drenado por crentes descrentes...  E assim, sem sangue e carne, sua vida evaporava... Só em alguns escassos momentos, quando algum...

O espelho do reflexo invertido: uma página perdida de Cassandra.

" Minha história começa do nada e ao nada ela retorna. Não há formas viventes. Não há finais felizes. Não há sentimentos ou sentimentalidades: não há amor, ódio, amigos, inimigos ou outras tolices piegas... O que há então? A certeza absoluta do nada e a incerteza arrebatadora das palavras ditas. Há pontos de vistas diferentes. Há destino e partidas - vários caminhos para ir ao mesmo: Thanatos. Na minha vida não há sintagmas cristalizados lacunados, sem sentido algum, como AMor e Morte. Eles são a droga do humano, vício mal-dito alimentado por séculos por sua fraqueza. Eles são a necessitade vital do homem de fuga do verdadeiro Caos que comanda a inútil e devastadora vida humana. QUem vê nestas palavras a boca amarga de um ser biliático, vê a verdade! Minha boca está amarga pelas palavras nunca escutadas que guardam a ruína dos mortais. Poupá-los é inútil. Seu fim é único e imutável. As mesmas palavras que constróem realidades imortais, as destróem. Sou sim amarga e invejosa. Sou i...

O espelho do reflexo invertido: Jornal da Manhã - Estadão de Sophia.

JORNAL DA MANHÃ - ESTADÃO DE SOPHIA. CAOS SE DISSOLVE EM BRASÍLIA E LEVA PRESIDENTE A DECLARAR ESTADO DE SUBLIMAÇÃO NACIONAL. Sophia continuava a abundar leite de cabra em boca de cobra - macunaimando uma existência árida e verdejante em frutos monetários. O mundo ao seu redor continuava alheio às notícias de seu país interior - síndrome macabéica disseminada entre a população mundial por um espirro de Sophia. Motivo do espirro: pó de pirlimpimpim lançado em um atentado contra o prédio da realidade banal. Enquanto Sophia procurava seu anti-alérgico em sua 'Pandora-Box', seu pequeno pacote de esperança caiu e rolou terra à baixo pelo bueiro. Navegando em terras brasilis, este famigerado pacote de esperança enroscado em azulado bico de arara rasgou e seu conteúdo, em contato com ares mais quentes, sofreu uma reação fatal que resultou na formação do Caos Sublime. Por um cuidado especial dos deuses católicos-pagãos, em especial o deus Dollar Corinthiano de todos os Santos, o Caos...

Teoria do dia

Desafortunança!!!! Desafortunança!!!! desafortunança!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1111 Infortúnios do facebook em retratos inválidos do dia-a-dia.... "vai indo, que eu não vou" - macaquices espúrias.

O espelho do reflexo invertido: Theo

(Em eterna construção: cuidado, sua revelação pode ser o apocalipse!)

O espelho do reflexo invertido: Sophia Pseudo de Melo Rubro-Castro

Presa em sua agonia diária, comprada por míseros R$ 1.200,00, sua bunda adormecia sob seu peso morto, inerte, redondo e avermelhado. Seu rosto era reflexo da conturbada consciência. Um peixe, realmente um peixe: se debatia fora das águas de sua inutilidade classicista. Nunca fora tão feliz como quando nadava por mares por demais navegados, em sua pseudo intelectualidade, ignorando as imposições realistas. Presa em sua agonia de meia-calça e saltos quinze, seus cachos caiam pela máscara marmórea de sua tez agora manchada pelas imposições mercadológicas da beleza: seus olhos outrora vívidos apesar de exaustos carregam agora o mórbido roxo mal disfarçado pelo pincel capital, seus lábios vermelhos curvados diante do tédio burguês, sua mente morta, fria, gélida. Apenas os óculos relembram o calor de águas profundas e certas. - Ao assinar aquele pedaço de papel, não sabia que minha alma escorria pela tinta da caneta...

O espelho do reflexo invertido: en arxhei

"(...) Mas o prazer é sempre útil e o poder é um poder absoluto, sem limites, seja sobre uma mosca, é também uma espécie de gozo. O homem é um déspota por natureza: gosta de causar sofrimento. É a isso que você ama acima de tudo" Dostoievski, O jogador, p. 46. - E assim meu mundo acabou: meus personagens morreram de tédio pela escrita tardia dos seus temores mais profundos. Morreram sufocados pela própria baba, excesso de fluido líquido de suas bestialidades, frutos da sublimação do capi(e)talismo... Assim morreram Sophia, por falta do pão-de-cada-dia; Theo, por acreditar que não existia além do outro e Cassandra, afônica, ressecada, sufocada pelo sangue derramado da sua garganta pelas palavras gritadas no silêncio desértico do apocalipse. Assim morreu meu mundo: sem deus, sabedoria, poesia ou esperança...

from F. Nietzsche.

"Eles escreveram letras de sangue no caminho que seguiam, e sua tolice ensinava que a verdade se prova com sangue. Mas o sangue é o pior testemunho da verdade; o sangue envenena até a doutrina mais pura transformando-a em ilusão e ódio do coração. E se alguém atravessa o fogo pela sua doutrina - o que isso prova! maior coisa, em verdade, é que da própria chama venha a própria doutrina" Assim falou Zaratustra.

Mais uma noite de insonia

Bem.... Eu Comi! Minha melancolia: apenas um solo de piano ao fundo de devaneios sinceros de arrependimentos tardios. Viver sozinha é liberdade sem sentido ou tristeza enriquecedora? Até que ponto a solidão nos faz pensar em nós mesmos em nossa mais pura essência? A falta do terceiro olhar pode nos definir ou destruir nossas existências? Até que ponto 'você' me faz falta?Até que ponto preciso de 'você' na minha vida? Viver sozinha uma existência de misérias é mais triste do que presenciar várias existências sem sentido? o ser humano é naturalmente social por ser egoísta e fraco! Não há verdades.... apenas pro po si ções...

Medo

Tremor profundo e sufocante; desconhecida angústia; melancolia inexplicável. Não sei o que é medo, não sei o que sentir ou do que sentir. Meus medos são crises de afogado em terra seca. Quais são os meus piores pesadelos? Morte? Viver demais? Solidão? Verdade? Quais verdades? Incoerências... Paradoxos de uma realidade questionável e brutal. Pensar em medo, pra mim, é pensar em deus, pensar em uma realidade onírica de um mundo onde nos prendemos no vazio de uma grande mente, um pensamento infinito, maior que o universo, algo que pensa que existimos e pronto: 'fiat lux!' Não um deus cristão barato... Perdido em cada esquina e vendido a custo das esperanças mais caras e do que restar no bolso da miséria. Não esse. Mas um deus com um Cristo ideológico e radical; algo maior que teria criado a própria idéia de deus, de vida, morte e solidão... Seria esse o segredo do universo? Uma mente? Seriamos apenas uma criação fragilizada? Um sonho? eis o meu maior medo: viver uma existência ine...

Poética da falha lacunar

O que é a poética da falha lacunar? Uma mentira, um grande erro ou uma verdade incômoda? Os homens não têm as imagens que tentam comprar, mal sabem quem realmente são... Não passam de discursos vazios, sem base, sem maiores verdades além daquela refletida no espelho. O maior erro nosso é procurar verdades na suposta existência do amor à dois, tentar se ver no outro e alí se perder... Há muito tempo os homens se perderam nesse caminho e não sabem voltar. A desculpa dada é o egoísmo: somos egoístas demais para enxergar além dos nossos 'eus' perdidos, e fracos demais para encará-los e compreendê-los. Quão patético! É tudo tão ridículo e insignificante; é como se toda a existência não passasse de uma adolescência eterna e desgovernada - não temos controle sobre ela. Os homens precisam se organizar, soltarem-se uns dos outros, esquecerem de si próprios e se concentrarem na existência comum, nas verdades que todos os seres compartilham como seres sociais. É inaceitável o modo como os...

Chinnamasta

Nosso amor é assim, pesado, carnal, só se realiza quando sente o calor da sua boca, seu corpo dentro do meu, a seco, forte... Sentido, sentimento e coisas afins vieram depois. Primeiro o instinto, a visão, a voz, o gosto, o calor, o toque... seu corpo...Nosso amor é assim: tátil e tático. Ofereço meu corpo, pois não posso entregar o que não tenho; você me dá seus resquícios de ternura, pois já não possui um coração para me dar. Nosso amor é assim, guerrilheiro, sobrevivente, sem futilidades... estratégico... corporal...

Venéreo

No negro dos seus olhos, o enigma do meu ser, cerrado em noite tensa, me desfaz na luz incandescente que dos seus lábios fluem em rosa e vermelho sangue. Entre minhas muralhas, risos de morte, rios de delírio... no negro dos seus olhos, cerrado sentido do 'nonsense', flor esmagada entre espadas de fogo.

Crepúsculo.

Eu não te devo explicações! Não, eu realmente não te devo explicações. Neste mundo caduco, cansei de interpretar os arredores. Sinto nos ossos o peso do tempo e a desilusão dos sonhos...É só isso. Não me peça explicações... É inútil. Tão inútil quanto saber se foi a maçã de Isaac ou o sibilo do Éden que perdeu a humanidade. NÃO! Não te devo explicações! Apenas não quero mais: nosso amor ruiu em meio a realidade vazia da morta aurora. Olha ao redor... Como pensar em nós? A esperança está perdida entre ruínas abandonadas de uma civilização dominada pelas relíquias religiosas, símbolos da abstinência da vida. Como existir assim? Não, não me deves explicação alguma. Hoje vejo em teus olhos o cansaço dos anos, o pesar dos sonhos esmagados e os trapos em que vestiste teus ideais... Não, não procuremos mais explicações... Nossos desejos apagaram-se com a negligência dos dias; nossa juventude, nossa revolução, se diluiu em sussurros. Nos perdemos de nós aí: com todos, em tudo, um no outro. N...

Insônia... Insônia de Macondo...

Circos imaginários de mundos distantes; cores e sons que faltam ao meu. Até as musas hoje me abandonam. Negam-me a razão de um desabafo... Nem isso, ao menos, tenho por hoje! Não há razão para escrever: meus sentimentos são inomináveis, como os mais venenosos encantos de tempos perdidos. Não há razão para escrever, mesmo porque não há motivação no existir e como minha existência se confunde com um livro mal-acabado, de terrível enredo e personagens banais, não vejo necessidade de continuar a árdua tarefa de existir 'hupo logou'. Inútil, realmente inútil... lacunando...

Sobre a teoria da falha lacunar

O que há para se escrever sobre a teoria? Nada, de fato, e tudo, em teoria. O nome já a define: do nada veio e para o nada voltará; de lacunas é feita e com defeitos compravada.