Medo

Tremor profundo e sufocante; desconhecida angústia; melancolia inexplicável. Não sei o que é medo, não sei o que sentir ou do que sentir. Meus medos são crises de afogado em terra seca. Quais são os meus piores pesadelos? Morte? Viver demais? Solidão? Verdade? Quais verdades? Incoerências... Paradoxos de uma realidade questionável e brutal. Pensar em medo, pra mim, é pensar em deus, pensar em uma realidade onírica de um mundo onde nos prendemos no vazio de uma grande mente, um pensamento infinito, maior que o universo, algo que pensa que existimos e pronto: 'fiat lux!' Não um deus cristão barato... Perdido em cada esquina e vendido a custo das esperanças mais caras e do que restar no bolso da miséria. Não esse. Mas um deus com um Cristo ideológico e radical; algo maior que teria criado a própria idéia de deus, de vida, morte e solidão... Seria esse o segredo do universo? Uma mente? Seriamos apenas uma criação fragilizada? Um sonho? eis o meu maior medo: viver uma existência inexistencial... "We are such stuff as dreams are made on, and our little life, is rounded with a sleep..." W. Shakespeare.

Comentários

  1. "Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
    Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
    Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
    Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro
    número e outra vontade de acreditar que daqui para frente... tudo vai ser diferente!"
    (Carlos Drummond de Andrade)

    ResponderExcluir
  2. E nada Muda.... o Nada NUNCA muda....

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Teoria do dia

Mais uma noite de insonia

Entre o caos