Melancolia
Eu sou de tudo
E tudo me transforma.
Sou da rua, da noite, da vida...
Bebo na melancolia da festa
A beleza dos solitários.
São Paulo, lar hostil,
Que me envolve, me impele
Epiderme de samba, rock roll e fuligem
Na melancolia da vida do "corre",
Procuro na loucura dos dias
O remédio da falta
O preenchimento dos
Es p a ços
Que me tornaram viva a carne da dor.
Perdi-me ao te perder e, perdendo-me, vou me encontrando em qualquer lugar
Na flor que rompeu o asfalto
Na rosa exagerada aos seus pés
No choro que de madrugada
Após a noite tempestuosa
Ainda me acorda.
Em
Vãs
Palavras
De sonhos e dores.
T_T T_T T_T
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